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CANDOMBLÉ - Princípios

Os cultos trazidos da África são caracterizados pelo monoteísmo por acreditar na existência de um ser supremo, pelos Nagôs chamado de Olorum, que significa Senhor ou Dono do Céu. Ele também é chamado de Olodumaré, o senhor do destino eterno, de Oduduá, ser que existe por si mesmo representando a Terra, de Obatalá, rei ou ser imortal, entre outros. Como em outras religiões monoteístas esta suprema divindade não tem altares, nem culto organizado e também não pode ser representado materialmente.

Olorum criou o céu e a terra, mas depois não voltou a intervir nas coisas da Criação. No lugar, ele entregou o "saco da criação" a seu filho, Oxalá, para que criasse a humanidade. Porém, Oxalá partiu sem realizar as devidas oferendas a Êxu, o intermediário ou mensageiro entres os orixás e os homens. Em represália, Êxu fez Oxalá ficar com calor e sede. Quando este encontrou uma palmeira da qual jorrava vinho de palma, ele bebeu com abundância e caiu no sono embriagado. Então, Olorum tomou o saco da criação de Oxalá e acabou criando o mundo. Para Oxalá só restava a criação da raça humana. Ele moldou pequenos bonecos no barro e os cozinhou e então Olorum os insuflou a vida. Portanto, em relação a Oxalá, que como filho do deus supremo é identificado com Jesus Cristo do Cristianismo, as demais divindades ocupam posições inferiores, como se fossem delegados ou ministros do deus supremo, e são conhecidos como os Orixás (em Nagô), ou Voduns (em Jêje).